segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Psicanálise


A Psicanálise

A psicanálise é a teoria para compreensão dos fenômenos psíquicos e da mente. Criada e desenvolvida por Sigmund Freud a partir do fim do século dezenove, tornou-se tão hegemonicamente aceita na cultura ocidental que suas descobertas e os conceitos que desenvolveu são hoje parte do vocabulário do nosso dia a dia. Palavras como inconsciente, defesa, ego, superego, pulsão, fantasia, quando não têm sua origem na psicanálise, devem seu peso e consistência à ela.
Freud se referia à psicanálise como um método de investigação sobre os fenômenos psíquicos que gerava um conjunto de teorias sobre a mente humana e que, por fim, produzia um método psicoterápico. Assim é até hoje.
Mas a psicanálise tornou-se a tal ponto a teoria sobre a mente humana, que hoje podemos dizer que ela não age apenas sobre o indivíduo, quando sob tratamento psicanalítico. A psicanálise faz parte da cultura e como tal transforma-a na medida em que enquanto teoria do homem busca revelar como este “vê” a si mesmo.
Teoria, sem dúvida reflexiva, onde o sujeito do conhecimento se faz objeto dele, isto é onde buscamos conhecer a nós mesmos, a psicanálise como toda ciência que se pretende séria, busca seus próprios limites, contornos, e vai, atualmente ao encontro das impossibilidades que nos são inerentes, inclusive esta mesma do auto conhecimento, já implícita na idéia de sermos, antes de tudo, regidos por um inconsciente mais do que gostaríamos. Nas palavras de Freud, o golpe narcísico de não sermos senhores nem em nossa própria casa.

O que é psicanálise?
É a ciência do inconsciente. É conhecida também como a ciência Arte.É a forma de tratamento das neuroses através do processo de Livre Associação, Interpretação de Sonhos, análise dos Atos falhos e da Resistência. A Psicanálise foi criada pelo grande médico neurologista judeu/Austríaco Sigmund Freud, que viveu entre 1856 e 1939. Psicanálise é uma ciência de vanguarda, da maior importância para que o homem se compreenda, se resolva, compreenda o próximo na sociedade em que vive.

O que é Psicanalista?
É um profissional Clínico que pratica a Psicanálise em consultórios, clínicas e até hospitais, empregando metodologia própria pelo princípio evasivo.

Como se forma?

No Brasil e no mundo, a Psicanálise é exercida livremente (não é regulamentada), contudo sob critérios éticos bastante rígidos. No nosso caso, no Brasil, seu exercício se dá de acordo com o artigo 5.º, incisos II e XIII da Constituição Federal. Sobre a legalidade da prática profissional psicanalítica, acrescenta-se ainda o Parecer do Conselho Federal de Medicina, Processo Consulta 4.048/97 de 11/02/98. Parecer 309/88 da Coordenadoria de Identificação Profissional do Ministério do Trabalho. Parecer n.º 159/2000 do Ministério Público Federal e da Procuradoria da República, do Distrito Federal, e Aviso n.º 257/57, de 06/06/1957, do Ministério da Saúde, este último como marco histórico.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Teologia & Psicanálise


Elas são excludentes ou includentes? É a Bíblia contrária à Psicanálise ou a expressão riquíssima de um conteúdo psicanalítico?
Freud é considerado Pai da Psicanálise, mas não teria sido o próprio Deus desde os primórdios dos tempos, evidenciando tal princípio na sua relação com o homem?
A Bíblia, a partir da leitura exegética do seu conteúdo, nos leva, além do conhecimento de Deus e de Sua vontade, ao desejo profundo de Deus de que o homem se encontre, conhecendo a si mesmo, seus traumas, suas neuroses, suas limitações e potenciais.
Vale à pena refletir sobre esse assunto.
Participe! Dê sua opinião.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Fases do Desenvolvimento




Essas são fases de desenvolvimento humano segundo Freud:

1. Fase Oral. Ao nascer, a estrutura sensorial do bebê é a boca. Por ela, começa a conhecer e ter contato com o mundo. A libido é a energia afetiva que mobiliza o organismo, e é em torno da zona oral, começando pelo seio da mãe, que se relaciona com o mundo exterior;
2. Fase Anal. Inicia por volta dos dois anos, começando a projeção e controle do próprio organismo. A libido vai para a localidade anal, a criança vai aprendendo a controlar suas necessidades fisiológicas e a brincar com ela mesma.
3. Fase Fálica. Inicia, aproximadamente, aos três anos de idade e vai até o próximo dos seis. Aos poucos, a libido passa para os órgãos genitais, começando a masturbação; surgem fantasias, mentiras e verdades. A criança conta uma história, que sabemos não ser verídica, mas ela tem toda a convicção. É uma época de fantasiar a realidade, período sincrético. Nessa época se começa a perceber a diferença entre os sexos opostos. Pode surgir o complexo de Édipo, quando o menino se apaixona pela mãe ou a menina pelo pai;
4. Fase da Latência. Aproximadamente dos seis aos doze anos, começa o interesse pelo sexo oposto, ajustando-se ao mundo externo. Há um aumento pela curiosidade sexual e é para onde o gosto vai aos poucos se direcionando;
5. Fase Genital. Atinge quando adulto; aprende a competir, amar, ter pleno prazer nas realizações, decisões. Desenvolve o intelecto e o social, vai se adaptando à sociedade, ao mundo que o cerca.

Mecanismos de Defesa

Os mecanismos de defesa podem ser considerados as ações psicológicas que têm por finalidade, reduzir qualquer manifestação que pode colocar em perigo a integridade do Ego, pois o indivíduo não consegue lidar com situações que por algum motivo considere ameaçadoras. São processos inconscientes que permitem a mente encontrar uma solução para conflitos não resolvidos ao nível da consciência. A base dos mecanismos de defesa são as angústias. Quanto mais angustiados estivermos, mais fortes os mecanismos de defesa ficam ativados.


Alguns mecanismos de defesa relacionados por Freud:

1. Repressão: impede que pensamentos dolorosos cheguem à consciência, afastando a lembrança de determinados fatos, apesar de continuar armazenados no inconsciente. EX: Sintomas histéricos, fobias, rigidez;
2. Cisão: divide o objeto entre o amor e o ódio, é mais analítico e procura convencer que não vale a pena, que não compensa, que deve ser evitado;
3. Negação: tiram da percepção os aspectos perigosos que machucam, procura negar fatos que perturbam. Ex: a lembrança incorreta de um fato desagradável acontecido muito tempo atrás. Certas pessoas chegam a não lembrar nem mesmo de que houve o fato;
4. Projeção: projetamos ao mundo externo aquilo que não podemos ver em nós, que nos é doloroso, desagradável. Criticamos atos dos outros praticados, também, por nós, atribuímos defeitos aos outros que são nossos e não suportamos. Pode aparecer também no amor ou ódio que temos por um artista, que gostaríamos de ser igual. Nessa linha de pensamento,é uma maneira de dar sentido à nossa vida, mesmo que provisória;
5. Racionalização: são as premissas lógicas que ajudam a afastar da nossa vivência afetiva certos fatos que nos causam dor, sofrimento. São os motivos lógicos e racionais que encontramos para afastar pensamentos, lembranças etc. Disfarçamos os verdadeiros motivos que nos incomodam;
6. Formação reativa: hábito psicológico oposto ao desejo recalcado. É a inversão do verdadeiro desejo. Às vezes um problema nascido na infância ou na adolescência é contrariado a vida toda, mas o valor continua importante. Aquilo que causa sofrimento acaba recebendo uma reação contrária em nossos atos;
7. Identificação: identificamos com valores pessoas e procuramos imitá-las. Para os estudiosos da Psicanálise, a imitação está relacionada, também, com a educação escolar, aprendemos, também, pela imitação, com aquilo que identificamos e preservamos como modelo;
8. Regressão: volta aos níveis anteriores, diante de frustração, é primitivo e não apresenta uma solução no momento, apenas regride e continua no inconsciente;
9. Isolamento: isolamos desejos permanentes, pensamentos, atitudes, comportamentos, para não sofrer;
10. Deslocamento: descarregamos a nossa agressividade em pessoas ou objetos menos perigosos. Diante do nosso chefe onde trabalhamos, mesmo sendo pisoteados, ficamos controlados, depois descarregamos em outras pessoas ou objetos. Muitas brigas em família são provocadas por acontecimentos externos e, às vezes, atiramos um objeto ao solo, descarregando a energia suficiente para agredir uma pessoa;
11. Sublimação: são os mais evoluídos de todos os mecanismos de defesa. Canalizamos os desejos afetivos para outras atividades ou alvos; descarregamos nossa energia acumulada em outras áreas, minorando a tensão e o sofrimento.

sábado, 1 de novembro de 2008